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O
ano de 2006 pode ser o marco da consolidação
de uma nova fase das relações públicas
no Brasil
Muitos
acontecimentos marcaram o ano de 2005 como um período
de transformações para as relações
públicas no Brasil. Essas transformações,
no entanto, precisam ser consolidadas pela comunidade de
estudantes e profissionais e pelas entidades representativas,
sindicatos, conselhos e associações de classe
durante este ano de 2006.
As
relações públicas brasileiras devem
entrar definitivamente em um ciclo positivo de desenvolvimento
e ampla expansão da efetiva participação
nas discussões da sociedade, consolidando a área
nos planos da academia e do mercado, pois, os inegáveis
avanços que os profissionais de relações
públicas têm alcançado nos últimos
anos não estão sendo suficientes para garantir
uma realidade melhor para os estudantes de hoje (profissionais
de amanhã).
É
preciso avançar. É preciso entender que não
há mais como ficar “chorando pelo leite derramado”,
culpando uns aos outros e isentando-se da responsabilidade
como se não fôssemos parte do problema. Não
dá mais para ficar simplesmente jogando a culpa da
suposta falta de reconhecimento e legitimidade social da
profissão nas entidades de classe.
É
fato que as nossas entidades de classe não desenvolvem
um trabalho que contemplam os anseios e necessidades da
comunidade de profissionais de RP no Brasil. Mas, em grande
parte, isso se dá devido a falta de recursos e, consequentemente,
de condições materiais para se realizar um
bom trabalho. Ações de fiscalização,
informativas, educativas, dentre outras, demandam profissionais
qualificados, tempo e dinheiro, recursos que, infelizmente,
os nossos conselhos não possuem por causa dos próprios
profissionais que, ou não se registram ou não
cumprem com as suas OBRIGAÇÕES para com os
conselhos.
Em
2006 essa realidade precisa mudar! É preciso sair
do plano da crítica pela crítica e avançar
para a crítica pela construção de uma
realidade melhor. Os relações públicas
de todo esse imenso país, que esteja ou não
atuando na área, precisam se unir em torno do fortalecimento
das entidades representativas da categoria para consolidar
definitivamente uma nova fase para as relações
públicas no Brasil.
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