O Primeiro Portal de Relações Públicas da Bahia

EXPEDIENTE

Editora Chefe:
Adriana Medeiros

Colaboradores:
Cibele Campos
Mônica Mac-Allister
Hugo de Assis

Conselho Editorial:
Profa. Cida Ferraz
Marcello Chamusca
Márcia Carvalhal

Diagramação e Edição:
Marcello Chamusca



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EDITORIAL


Interface Mercado-Academia

A cada dia a discussão sobre a aproximação entre a academia e o mercado se amplia. Muitos acham que a nova configuração da sociedade não permite mais o distanciamento existente entre o ensino e a prática das atividades no mercado de trabalho, pois o saber perito se torna cada vez mais técnico e a técnica exige prática.
Outra corrente acredita que a academia deve se manter autônoma e independente das “exigências” do mercado contemporâneo, uma vez que a sua lógica se encontra no âmbito capitalista neoliberal que, via de regra, transforma tudo, mais tudo mesmo em produto, até a educação.

Para dar conta dessa discussão e como meio conciliatório tem-se estimulado na academia a criação de agências junior ou agências experimentais, que têm a função de fazer a interface teoria e prática, ensino e mercado. Essas organizações hibridas, que tentam conciliar as duas vertentes, permitindo aos alunos a experiência prática de mercado dentro do ambiente acadêmico, o que significa dizer que a academia tem tido que se dobrar diante da força do mercado, mesmo que de forma autônoma, se é que cabe esse paradoxo.

O fato é que o mercado avança a passos largos e firmes e invade o ambiente acadêmico sem respeitar limites, preocupando aqueles que acreditam na academia como um espaço para quem quer pensar e não executar, teorizar e não praticar, pesquisar e articular estratégias e não ser um mero realizador de tarefas, ou como é popularmente chamado, um tarefeiro, uma vez que para executar tarefas não se tem que, necessariamente, obter nível superior, um curso técnico de um ano e meio ou dois anos já seria mais do que suficiente.

A articulação teórico-prática, no entanto, é uma necessidade cada vez maior, sobretudo, para aqueles que estão no âmbito das ciências sociais aplicadas, como é o caso da comunicação e, consequentemente, das relações públicas. Nesse sentido, as agências de RP se tornam uma importante ferramenta da academia para legitimar a profissão na sociedade, uma vez que a profissão de relações públicas luta contra a falta de reconhecimento e legitimidade social. Veja o especial que trazemos nesta edição, com um belo artigo do companheiro Hugo de Assis, estudante e membro da empresa júnior da UNEB.

ANO3 • N°8 • SALVADOR/BA • DEZ, 2005

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