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SIM
ou NÃO eis a questão!
Desde
o primeiro momento que um estudante entra em contato com
a atividade de relações públicas se
depara com a idéia de que a comunicação
não pode ser unidirecional, mas em via de mão
dupla. Que os processos comunicacionais de um organismo,
seja ele público ou privado, para ser eficiente,
deve passar pela audiência dos seus públicos,
em todos os mementos, sobretudo, naqueles momentos que exigem
importantes tomadas de decisão.
Essa
comunicação em via de mão dupla, entretanto,
é algo tão raro quanto um ovo de garça.
Não se encontra no setor público, que prioriza
uma comunicação política muitas vezes
confundida com marketing político em detrimento de
uma comunicação pública que promova,
a partir de informações qualificadas, o debate
público sobre as questões de interesse público
nas três instâncias de poder: federal, estadual
e municipal.
Não
se encontra também no setor privado que, em geral,
prefere a comunicação funcionalista que, em
última análise, visa apenas a legitimação
das políticas da organização, que a
partir de um discurso cínico e alienante pretende
obter a cooperação dos públicos.
O
povo brasileiro, entretanto, vive um daqueles momentos raros
da democracia representativa, um momento em que poderá
interagir com o poder legislativo a respeito de uma importante
questão que afetará diretamente o seu dia-a-dia.
Trata-se do referendo sobre a proibição da
comercialização de armas de fogo e munição
que acontecerá no próximo dia 23 de outubro.
Espera-se
que a decisão da maioria possa prevalecer e que a
força da democracia faça florescer um Brasil
livre das armas de fogo e de toda a violência que
elas podem proporcionar, seja pela proibição
da sua comercialização no território
nacional, seja pela conscientização gerada
pelas discussões no processo do referendo, ainda
que o seu comércio não venha a ser proibido.
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