ESTAMOS
FORMANDO CHORÕES NAS FACULDADES DE RP?
Patricia
Lima
Aluna de Relações Públicas V semestre - Famecos/PUCRS
http://patricialimadasilva.blogspot.com
Recentemente
estive em uma palestra do Set Universitário (evento que ocorre
anualmente na Famecos) e tive o prazer de ouvir a palestrante Suzana
Vellinho dizer que o problema do mercado de trabalho é nosso.
Que não sabemos nos mostrar. Que o profissional de relações
públicas ainda não conseguiu dizer que é o
gestor da comunicação. Sábias palavras.
Há
uma onda de lamúrias rolando pelos corredores da faculdade
de comunicação. Estas lamúrias dizem que o
mercado não nos reconhece. Que não somos respeitados.
Que não temos espaço nas organizações
e mais e mais “choramingos”. O mais aterrorizante é
que ouço isso dos novatos. Imagina: o cara mal entrou na
faculdade e já está com essa idéia na cabeça?
Troca de curso meu querido. Ou de postura.
Mas
há um questionamento importante a fazer: será que
ele aprende a se comportar assim na sala de aula?
Uma
vez ouvi o Marcelo Chamusca dizendo que a arrogância dos jornalistas,
a soberba dos médicos e a presunção dos advogados
eram ensinadas no currículo. E perguntou: será que
o currículo de Relações Públicas está
ensinando os alunos a serem chorões?
Claro
que ele estava generalizando. Nem todo jornalista é arrogante,
assim como nem todo advogado é presunçoso, todo mundo
sabe disso. Ele só estava se referindo ao estereótipo
das profissões. Mas o nosso estereótipo está
se consolidando como de chorões. É de chorar!
Você
leitor, deve estar se perguntando, mas o que fazer diante disto?
Não sou a dona da verdade, mas vou tentar responder esta
questão. Primeiro: o profissional de relações
públicas precisa conhecer sua profissão. Entender
o seu papel. Se respeitar, ninguém adquire respeito se não
se respeita. Segundo: mudar de postura. Assumir que o problema do
mercado de trabalho é nosso, e não do mercado. Construir
sua carreira e não ficar à espera de uma “plaquinha”
de relações públicas na porta de sua sala.
E
por fim, parar de chorar. Enxugue as lágrimas relações
públicas, arregace as mangas e mãos a obra. Há
muito que fazer pelas organizações e pela política
brasileiras.
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