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  Ano 6 • nº 24 • Salvador/BA • Abr, 2008 • ISSN 1819-1687
 
     
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  OPINIÃO  

ESTAMOS FORMANDO CHORÕES NAS FACULDADES DE RP?

Patricia Lima
Aluna de Relações Públicas V semestre - Famecos/PUCRS
http://patricialimadasilva.blogspot.com

Recentemente estive em uma palestra do Set Universitário (evento que ocorre anualmente na Famecos) e tive o prazer de ouvir a palestrante Suzana Vellinho dizer que o problema do mercado de trabalho é nosso. Que não sabemos nos mostrar. Que o profissional de relações públicas ainda não conseguiu dizer que é o gestor da comunicação. Sábias palavras.

Há uma onda de lamúrias rolando pelos corredores da faculdade de comunicação. Estas lamúrias dizem que o mercado não nos reconhece. Que não somos respeitados. Que não temos espaço nas organizações e mais e mais “choramingos”. O mais aterrorizante é que ouço isso dos novatos. Imagina: o cara mal entrou na faculdade e já está com essa idéia na cabeça? Troca de curso meu querido. Ou de postura.

Mas há um questionamento importante a fazer: será que ele aprende a se comportar assim na sala de aula?

Uma vez ouvi o Marcelo Chamusca dizendo que a arrogância dos jornalistas, a soberba dos médicos e a presunção dos advogados eram ensinadas no currículo. E perguntou: será que o currículo de Relações Públicas está ensinando os alunos a serem chorões?

Claro que ele estava generalizando. Nem todo jornalista é arrogante, assim como nem todo advogado é presunçoso, todo mundo sabe disso. Ele só estava se referindo ao estereótipo das profissões. Mas o nosso estereótipo está se consolidando como de chorões. É de chorar!

Você leitor, deve estar se perguntando, mas o que fazer diante disto? Não sou a dona da verdade, mas vou tentar responder esta questão. Primeiro: o profissional de relações públicas precisa conhecer sua profissão. Entender o seu papel. Se respeitar, ninguém adquire respeito se não se respeita. Segundo: mudar de postura. Assumir que o problema do mercado de trabalho é nosso, e não do mercado. Construir sua carreira e não ficar à espera de uma “plaquinha” de relações públicas na porta de sua sala.

E por fim, parar de chorar. Enxugue as lágrimas relações públicas, arregace as mangas e mãos a obra. Há muito que fazer pelas organizações e pela política brasileiras.

 
 
     
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