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Uma
nova era?
A
profissão de relações públicas
no Brasil indiscutivelmente está passando por uma
profunda transformação. São patentes
os novos rumos que as entidades representativas de classe
começam a tomar, bem como a postura diferenciada
dos estudantes e profissionais, frente às demandas
de mercado, além do enfrentamento dos desafios da
construção de um corpus teórico cada
vez mais consistente para a legitimação da
profissão na sociedade contemporânea.
Há
quase consenso entre estudantes e profissionais de relações
públicas de todo o país de que vivemos um
momento especial, muito mais propício aos avanços
e às conquistas que sempre se almejou. Fala-se numa
aura positiva que paira no âmbito das relações
públicas no Brasil desde 2006, ano em que houve uma
espécie de despertamento da comunidade diretamente
ligada às relações públicas
brasileiras, a respeito da importância e da essencialidade
desta profissão para as organizações
no contexto atual.
Características
negativas identitárias da categoria, no entanto,
infelizmente, ainda permanecem em alta, conforme se constatou
no recente episódio da bem-humorada crônica
“Pombas”, de autoria do genial Luis Fernando
Veríssimo, em que a combinação de complexo
de inferioridade, mania de perseguição e o
choramingo gratuito e abundante, do ranço ainda remanescente
da antiga postura da categoria, deu um triste e melancólico
tom de retrocesso no ideal de avanço e conquistas
que se pleiteava nos últimos tempos.
Este
simples, mas significativo episódio, levou a comunidade
a uma profunda reflexão e a assumir uma postura muito
mais cuidadosa na afirmação de que as relações
públicas brasileiras estariam entrando numa nova
era de prosperidade e avanços, uma vez que os antigos
ranços ainda persistem e continuam tendo, ainda que
cada vez em menor proporção, expressão
representativa na comunidade. A pergunta que fica depois
deste episódio, portanto, é: entramos de fato
numa nova era de avanços e prosperidade para a profissão
de relações públicas no Brasil?
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