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O código de ética e o respeito às
instituições
A
profissão de relações públicas
é uma profissão regulamentada por uma Lei
que exige para o seu exercício habilitação
em nível superior ou pós-graduação
na área. Baseado nos termos desta Lei foi desenvolvido
pelo Conselho Federal de Relações Públicas,
entidade de maior representatividade legal da profissão
dentro do território nacional, um código de
ética para a profissão e os profissionais.
Dentre
os princípios do código de ética profissional
podemos encontrar: “Somente pode intitular-se profissional
de Relações Públicas e, nesta qualidade,
exercer a profissão no Brasil, a pessoa física
ou jurídica legalmente credenciada nos termos da
lei em vigor”. Vale ressaltar que este princípio
não se refere ao credenciamento daquela pessoa que
apenas obteve o bacharelado em relações públicas,
mas aquele que é registrado no Conselho Regional
de Relações Públicas da sua região.
Considerando
que ser um profissional ético é ser um profissional
que segue invariavelmente o código de ética
da sua profissão, o bacharel em relações
públicas que atua como relações públicas
e desenvolve atividades ou projetos voltados para a prática
da atividade de relações públicas sem
obtenção de registro profissional está
sendo anti-ético, podendo ser denunciado às
entidades representativas de classe e impedido judicialmente
de continuar exercendo a profissão e se auto-intitulando
relações públicas ilegalmente.
O
Estado Democrático de Direito permite a livre expressão
a todo cidadão, o que não quer dizer que as
pessoas possam sair por ai falando tudo o que desejam, afrontando
e desrespeitando as instituições. As entidades
representativas de classe profissionais, por sua vez, são
passíveis de críticas, como qualquer outra
pessoa física ou jurídica inserida no contexto
social, mas é preciso conhecer os limites entre a
crítica e a afronta e o desrespeito.
Assim,
a RP em Revista vem se posicionar com veemência contra
qualquer ato de desrespeito as entidades representativas
de classe, às instituições e aos profissionais
de relações públicas dentro do nosso
país. A crítica será sempre algo muito
importante para o exercício democrático e
deve fazer parte do nosso dia-a-dia, pois ela fortalece
as instituições e a democracia. Contudo, a
responsabilidade para exercer a crítica deve sempre
ser cobrada, sob pena de ficarmos reféns de vieses
autoritários que infelizmente fazem parte da nossa
história e está impregnada no nosso povo.
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