Opinião
Uma
questão de consciência
Fabiana
Begnini 
Graduada
em Relações Públicas pela Universidade do Vale
do Rio dos Sinos (Unisinos)
Gerente de Comunicação da Associação Atlética
Banco do Brasil desde janeiro de 2006
fabiana@aabbportoalegre.com.br
No
Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, aproximadamente 600 pessoas
se formam em Relações Públicas todos os anos.
Destes, apenas 10% possuem registro oficial no Conselho Regional de
Profissionais de Relações Públicas da 4ª
Região (Conrerp RS/SC). Não tenho dúvidas de
que o que acontece nas regiões citadas se reflete em todo o
País. Em outubro de 2006, tivemos mais uma comprovação
dessa diferença. Nas últimas eleições
para o Conselho, tínhamos somente 7.034 votantes em todo o
Brasil¹. Um número baixíssimo se considerarmos
como base a média anual do RS e SC, citada anteriormente. Mas
por que tamanha discrepância numérica? Talvez a falta
de informação em relação à importância
deste registro seja um dos motivos.
Além
de ser lei, ter o registro profissional nos qualifica, agrega valor,
gera a sensação de orgulho e de dever cumprido. Quantas
vezes vemos e ouvimos pessoas se intitularem Relações
Públicas sem terem feito faculdade? Sem terem o conhecimento
adquirido com a teoria e com a prática que as universidades
nos proporcionam? Inúmeras. É freqüente encontrarmos
promoters de bares e discotecas e indivíduos que fizeram “cursinhos”
de organização de eventos nos entregarem seus cartões
de visitas com a nossa titulação.
Cabe
a nós, verdadeiros profissionais de Relações
Públicas, darmos início a uma mudança de mentalidade.
Ter o registro é, sim, muito importante! Com ele, podemos provar
que nos aperfeiçoamos de maneira idônea na profissão.
Mas,
para virar o jogo, é fundamental que os Conrerps participem
dessa mudança. Não basta punir os infratores, é
necessário educá-los. Atuar de forma mais efetiva na
conscientização e na valorização da atividade
nas universidades talvez seja o primeiro passo da prevenção.
Afinal, os estudantes de hoje serão os profissionais de amanhã.
Mas como fazer tudo isso se não há arrecadação
suficiente nos Conselhos devido ao baixo número de profissionais
cadastrados? Essa é uma questão de consciência.
As
instituições públicas e privadas também
possuem um papel importantíssimo nesse processo de mudança.
A contratação de colaboradores registrados deveria ser
uma prática comum no nosso dia-a-dia, pois é o registro
profissional, em qualquer área, que comprova a aptidão
para exercer a atividade escolhida. A exemplo de outras carreiras
como medicina, direito, engenharia ou farmácia, a apresentação
do registro na entidade de classe é pré-requisito para
admissões. E, exceto pela escolha do curso, não somos
diferentes desses profissionais.
Portanto,
afirmo que é nosso dever valorizar a profissão que escolhemos.
O trabalho que devemos realizar aqui é o famoso trabalho em
equipe, no qual a persistência deverá ser fator determinante.
Se atuarmos juntos, em prol de um bem comum, o resultado será
bem mais positivo. Claro que não vamos conseguir mudar tudo
de uma hora para outra, mas se cada um de nós, profissionais
de verdade, colaborar com a propagação da idéia,
muito já terá sido feito.
Para
finalizar, cito a frase utilizada para divulgar a Campanha Nacional
de Valorização da Profissão “Relações
Públicas: mais que uma profissão, é uma causa,
uma paixão, um caso de amor”.
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