Constantemente
ouvimos falar sobre a importância da valorização
do fator humano no âmbito empresarial, visto que eles, os
funcionários, em muitos casos são os responsáveis
em fazer a empresa “caminhar para frente”.
São
eles que produzem bens de consumo ou serviços, prestam atendimento
aos públicos, compram, vendem, enfim, promovem suas tarefas
de tal forma que o processo de trabalho chegue ao seu destino, cumprindo
o que fora planejado. Nesta hora, alguns podem dizer: - Nada que
não seja sua obrigação, afinal ganham para
isso.
Entendemos
o ponto de vista de alguns empregadores que ainda pensam desta forma.
No entanto, temos diversos exemplos diários, de como um funcionário
satisfeito, tanto com seu ambiente de trabalho, quanto com as condições
que a empresa lhes oferece para exercer suas atividades, resultam
na excelência do atendimento prestado, numa produção
mais rápida e melhor, pois esses colaboradores, unem seus
esforços para oferecer o melhor de si para a organização.
Pois
quando estão satisfeitos, exercem suas tarefas de trabalho
com a visão de quem faz para si próprio, já
que a empresa que o estimula a cada dia, deixa de ser apenas um
local de troca (trabalho por salário) para se tornar um segundo
lar. Quando isso ocorre, podemos dizer que o funcionário
está comprometido com a organização e não
mais apenas envolvido no processo.
O comprometimento
possui ligação direta com fatores tais como a missão,
valores, metas e objetivos organizacionais, fortalecendo os relacionamentos,
e ainda, tornando os funcionários fortes aliados da empresa.
No
entanto, obter o comprometimento dos colaboradores, em muitos casos,
é uma tarefa difícil, principalmente quando a base
cultural não está devidamente estabelecida dentro
da empresa. Contudo, o comprometimento total dos funcionários,
torna-se uma função ainda mais complexa de se obter
em tempo integral, pois a motivação oscila, conforme
a satisfação e estado psíquico das pessoas.
Nesta
situação, a tarefa do comprometimento não necessariamente
deve vir apenas da organização, o funcionário
precisa estar pré-disposto, a fim de atingir este estado,
ou seja, os indivíduos resistentes, preocupados apenas com
a eficiência e mantendo-se somente envolvidos com seu trabalho,
permanecem indiferentes a excelência de resultados, não
somando diferencial algum a empresa e por muitas vezes, vindo a
resultar em uma insatisfação dos clientes para com
a marca.
É
neste ponto que o Marketing Interno deve ser compreendido, como
um facilitador, que dentre outras funções, implica
em alcançar, ou manter, o comprometimento do público
interno perante a organização, com ações
planejadas e direcionadas a satisfação.
E nesta
realidade, em que as pessoas a cada dia precisam competir com máquinas,
para não perderem espaço no mercado de trabalho, torna-se
visível seus esforços para superar limites e alcançar
uma maior produtividade, seja ela individual ou até mesmo
em equipe.
No
entanto, quantidade nunca significou qualidade, muito menos, produtividade
ser sinônimo de comprometimento, por essa razão é
necessário que as corporações passem a agregar
valores voltados ao comprometimento de seus funcionários,
pois pessoas comprometidas, preocupam-se com resultados positivos,
buscam a eficácia de seus esforços a fim de atingir
objetivos de interesse mútuo com a organização.
Sendo
assim, ouça seu funcionário, estimule-o, valorize-o
e procure promover sua satisfação para o comprometimento.
Ambos só tem a ganhar.