Primeira
análise
Vamos
inaugurar a seção com uma matéria
veiculada no último domingo (01/01/2006) pelo
Jornal A Tarde, mais especificamente no caderno Empregos
& Mercado, intitulada "Comunicação
eficaz consolida imagem" e uma matéria
complementar intitulada "Transparência
ajuda a reduzir boatos na organização",
assinadas pela jornalista Marilena Neco.
As
matérias tratam de temas muito importantes.
De forma muito bem articulada e escrita elucida uma
série de questões sobre a importância
da comunicação na consolidação
da imagem corporativa e da transparência para
evitar situações de crises. Resumindo
uma matéria sobre as atividades PRIVATIVAS
de relações públicas.
O
que é lamentável, ao nosso ver, no entanto,
é que numa matéria que ocupa quase uma
página inteira do jornal, o termo "relações
públicas" não é nem uma
vez citado quando se refere a comunicação
organizacional e/ou relação com os públicos
de uma organização (termos recorrentes
no texto). O termo é citado uma única
vez utilizando-se a fala de um dos entrevistados,
o professor Ricardo Caribé, para dizer que
a formação em relações
públicas, bem como a em jornalismo e publicidade
não são suficientes, isoladamente, para
a gestão da comunicação organizacional.
Ora,
o que fazemos então quatro anos em uma universidade
se não pensarmos em como gerir a comunicação
de uma organização em diversas dimensões
(interna, administrativa, mercadológica, institucional)
para o relacionamento com os seus públicos?
Com
todo o respeito que tenho pelo grande profissional
que é o professor Ricardo Caribé, profissional
e professor de grande valor e atualmente coordenador
de um curso de pós-graduação
na UFBA de Gestão da Comunicação
Integrada, acredito que a formação em
RP, diferentemente de jornalismo e publicidade e propaganda,
é verdadeiramente suficiente para a gestão
da comunicação de uma organização.
Concordo que o jornalista não é formado
para gerir a comunicação de uma organização,
bem como o publicitário, mas o relações
públicas não é formado para outra
coisa senão para essa função.
É claro que a fragilidade do sistema educacional
vigente, muitas vezes, possibilita a formação
de profissionais com muito pouco conhecimento, tornando-se,
muitas vezes, imprescindível a capacitação
em nível de pós-graduação
para uma boa performance profissional, mas isso é
uma outra história...
É
importante chamar atenção, no entanto,
que não sabemos exatamente em que contexto
o prof. Caribé proferiu essa frase infeliz,
uma vez que ela pode ter sido usada pela jornalista
que escreveu a matéria de forma descontextualizada,
mas, sem dúvida, não é digna
do professor Caribé, profissional do qual tenho
muito respeito e admiração.
transcrição
da matéria completa >>>
Marcello
Chamusca
03/01/2006
COMENTÁRIOS
DOS INTERNAUTAS
O
fato do jornal não citar o termo relações
públicas, para mim, é normal. O que
não é normal é alguém
dizer que um RRPP não está apto a gerir
a comunicação organizacional. Na verdade
essas matérias que saem sobre RRPP só
servem para desinformar ou para confundir as pessoas
das verdadeiras competências do relações
públicas em uma organização.
Mensagem
enviada por:
Pedro Malvar na terça-feira,
21 de fevereiro de 2006 às 12:44.
Gostaria
de saber qual a habilitação desse professor
que falou essa bobagem. Provavelmente ele não
é relações públicas e
nem mesmo sabe o que são relações
públicas. Sugiro que o portal entre em contato
com ele para perguntar o que é que os estudantes
de relações públicas fazem quatro
anos na faculdade, vai ver que estou no curso errado,
quem vai saber...
Mensagem
enviada por:
Maria Clara na sexta-feira, 17 de
fevereiro de 2006 às 16:31.
Infelizmente
o problema começa em casa e quem sai de casa
tem vergonha de falar como aprendeu a gerir o que
atua. Será que somos ameaçados a não
no impor como profissionais nossos valores, por pura
cultura? De acordo com a matéria, nem os próprios
profissionais se manifestam em dizer com todas as
letras qual é realamente a formação
deles. Bem como dizer da exigência das grandes
empresas, como a Petrobás, em contratar profissionais
de Relações Públicas pra serem
gestores de campanhas envolvendo a imagem da empresa
diante da sociedade. E se assim for essa deturpação,
vamos continuar deixando outros profissionais se maquiarem
e se passarem por RP's. Ou até mesmo deixar
que o conselho nunca tome uma posição
moralista pra enfrentar casos como esse.
Mensagem
enviada por:
Renata Botelho na sexta-feira, 03
de fevereiro de 2006 às 20:39.