Acreditamos
que boa parte dos problemas com reconhecimento social e uma possível
retração de mercado que ainda possa existir para a
profissão de relações públicas no Brasil
está na falta de consciência de classe.
É
fato que as nossas entidades de classe
não desenvolvem um trabalho que contemplam os anseios e necessidades
da categoria profissional de RP no Brasil. Mas, em grande parte,
isso se dá devido a falta de recursos e, consequentemente,
de condições materiais para se realizar um bom trabalho.
Obviamente que é possível fazer mais do que está
sendo feito neste momento. A prova disso foi os feitos da gestão
passada, encabeçada por João Alberto Ianhêz,
que apesar de todas as dificuldades financeiras realizou grandes
projetos, democratizando e ampliando as relações com
os profissionais registrados e não-registrados, apoiando
as iniciativas dos estudantes e profissionais em todo o país,
encorajando-os a assumir uma postura cada vez mais proativa e condigna
com a nossa condição de profissão estratégica
na sociedade contemporânea.
A
escassez de recursos, entretanto, não tem relação
direta com o descaso da nossa atual administração,
mas é fruto de uma total falta de consciência de
classe dos profissionais que se formam todos os anos. Tomemos
a Bahia como exemplo. Uma comissão instaurada há aproximadamente
oito anos, denominada Ceiconrerp (Comissão de Instalação
do Conselho Regional de Relações Públicas)
luta para trazer a 8ª Região do Conselho para a Bahia.
Foi exigido pelo Conferp que a região tivesse um número
mínimo de 200 registrados adimplentes. A Bahia deve ter atualmente
em torno de 1.500 profissionais formados, uma vez que a pesquisa
realizada pelas colegas Patrícia Silva, Suylan Fukumaru e
Thaíse Mascarenhas (Unibahia) levantou que, até o
final de 2004, 1099 profissionais de relações públicas
foram formados na Bahia.
O
fato é que apesar de termos em torno de 1.500 (mil e quinhentos)
profissionais formados, no último levantamento a que tive
acesso (julho de 2005) a Bahia tinha apenas 153 profissionais registrados
no Conrerp e destes 153 apenas 69 estavam em dia e 84 inadimplentes.
É
muita falta de compromisso com a profissão que escolheu!
É
muita falta de consciência de classe!
É
muita falta de pró-atividade! Agora, para chorar da falta
de reconhecimento ou da retração do mercado, não
há classe mais pró-ativa.
É
chegada a hora de mudarmos essa situação!
Comecemos
juntos uma revolução e vamos transformar de uma vez
por todas a realidade da profissão de relações
públicas em nosso país!
É
preciso que todos se conscientizem de seu papel e de sua responsabilidade
para a valorização de nossa profissão.
É preciso que cada um de nós não apenas estejamos
registrados e em dia com as nossas obrigações de profissional,
mas sejamos fiscais, denunciando, agindo contra o execício
ilegal da nossa profissão, pois somente assim, estando em
dia com as nossas obrigações e coibindo o exercício
ilegal de nossa profissão, alcançaremos o tão
sonhado reconhecimento e legitimidade social.
Se
você sabe de alguém que exerce a atividade de relações
públicas sem formação e/ou sem registro no
conselho: denuncie agora clicando aqui.
Uma
realidade melhor para a nossa profissão só depende
de você e mais de ninguém!
Para
podemos cobrar das nossas entidades representativas é preciso
que estejamos em dia com as nossas obrigações, se
não, perdemos a legitimidade para reclamar. Portanto, faça
sua parte e cobre retorno. É assim que devemos agir: com
consciência de classe!
Marcello
Chamusca / Márcia Carvalhal
Diretores do Portal RP-Bahia
*
DEDICAMOS ESTA SEÇÃO A JOÃO ALBERTO IANHÊZ,
PELA LUTA QUE TRAVOU PARA FAZER VALER AS NOSSAS CONQUISTAS E PELA
LIÇÃO DE CONSCIÊNCIA DE CLASSE QUE SEMPRE DEU
A TODOS NÓS.
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de classe!
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