(I) RESPONSABILIDADE SOCIAL E CIDADANIA
QUE EM NOME DA FICÇÃO MANDA LADEIRA ABAIXO...
E NA BICA DO REAL NENHUMA GOTA: EIS A QUESTÃO!
A
Responsabilidade Social “A GENTE VÊ POR AQUI, PLIM!
PLIM!”. O ‘slogan’ nos remete a um contrário
de atitudes, cujo discurso não se coaduna com a prática,
pois no dia 03 de Abril de 2008, em matéria levada ao ar
pelo programa “Vídeo Show”, e sob o título
e chamada: destaque abaixo.
“Alagamento
na Malhação!
Qui, 03/04/08 por Videoshow | categoria Bastidores, Malhação
| tags Nivea Stelmann
Nivea Stelmann encarou chuva e lama para mostrar os bastidores
das cenas da novela. Nossa repórter conta como equipe
técnica, diretor e elenco fazem para parecer que a
tempestade é de verdade, com direito a relâmpago
e tudo!
[ver www.globo.com/videoshow]”.
Nesse
contexto dos contrários, portanto emerge nossa preocupação.
Responsabilidade Social e Cidadania ou jogo de retórica
para construção de um “Q de Qualidade?”
O que dizer quando 60.000 (sessenta mil) litros de água
correm ladeira abaixo, em nome da ficção? Eis a
questão. Realmente é isso que chamaríamos
de Responsabilidade Social? É ver para crer!
Quando
nossa reflexão emerge aos contrários do discurso
produzido, esse é o momento onde fica nossa grande questão.
Pois, do ponto de vista dos segmentos midiáticos o compromisso
social, por estes assumidos, e em suas origens, devem dimensionar
serviços a sociedade voltados para suas relações
de interesse público, até porque, igualmente, em
suas atitudes, podem conduzir seus discursos e práticas
para a eminência de um jogo de retórica, enquanto
instrumento de poder, sobretudo sem estarem apoiadas numa linguagem
de relato veraz. Nesse sentido mais uma vez alertamos, se o convencimento
estiver baseado em fatos verídicos, será benéfico
e terá vencido a razão. Mas, se ao contrário
partir de argumentos falsos se consistirá em puro ‘sofisma’.
Portanto o que pensar desse contrário?
Nosso
alerta, fundamenta-se, não só nos conceitos já
produzidos sobre Responsabilidade Social, como em outros segmentos
dimensionados ao longo do tempo. Neste caso reportei-me ao disposto
no artigo publicado por Emerson José de Souza (Revista
Linha Aberta-Flórida, USA, Fevereiro de 2003) momento em
que o autor nos faz pensar e diz: “O planeta água
pede socorro! O consumo de água sem controle representa
um desperdício que pode se controlado. As reservas de água
doce do planeta estão sendo ameaçadas devido ao
crescimento da população mundial, seu consumo excessivo
e o alto nível de poluição. Poucos desconhecem
e alguns se fazem ignorantes à esta realidade preocupante
de uma possível crise de água potável, onde
esse recurso natural indispensável, pode tornar-se uma
mercadoria tão cara quanto o petróleo, podendo com
isto, causar disputas e guerras por fontes e reservas d'água.”
Ainda
no contexto, Souza pergunta e aponta para reflexão de algumas
questões.
“Tipo:
Você sabia? Para se produzir um quilo de papel são
usados 540 litros de água; Para se fabricar uma tonelada
de aço, são necessários 260 mil litros
de água; Que em média, um homem tem aproximadamente
47 litros de água em seu corpo e que o mesmo deve repor
o líquido em cerca de 2 litros e meio por dia”.
O
alerta permanece e repetimos! O discurso nem sempre condiz com
a prática, o que se torna um problema muito sério,
sobretudo quando os ensinamentos e encaminhamentos são
montados em ‘receitas de bolo’ como construção
de linguagem, e somente em casos de sucesso.
E para pensar vejam o que dizem: Carlos Augusto de Alcantara Gomes
Prof. Adjunto da Escola Politécnica da UFRJ Membro da Academia
Brasileira de Meio Ambiente; e Ligia Vianna Mendes Profª
Titular da CEFET e ABMA Membro da Academia Brasileira de Meio
Ambiente.
“Como
o Planeta Terra é chamado por nós de Planeta
Água, devido a sua constituição ser de
¾ de água, porém de toda esta água
97% é de água salgada e apenas 3% de água
doce. Desses 3% apenas 1% é de água potável.
Diante desde fato é sensível a necessidade de
uma política educacional que leve a conscientização
da necessidade do não desperdício de água
doce no planeta. Cita-se que a cultura do desperdício
no Rio de Janeiro atinge um total de 40% da água tratada
disponível. Não se entende o que seja preservação
e conservação do planeta em função
da água. A Constituição Brasileira no
seu Art. 225 descreve "Todos têm direito ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo
e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder
público o dever de defendê-lo à coletividade
o de preservá-lo para as presentes e futuras gerações."
Portanto,
fica aqui, mais um alerta aos nossos profissionais: “o olhar
crítico não faz mal a ninguém, pelo contrário
mais aprendemos”. Permite-nos dizer: Considera-se uma organização
socialmente responsável quando seu discurso não
fica na esfera da singularidade, ou seja, há uma visão
além da realidade de mercado, prevalecendo “a recusa
em ganhar fazendo perder toda sociedade”, é o que
nos alerta Jean-François Chanlat. Tal visão legitima-se
por intermédio dos programas e projetos sociais e seus
impactos sociais. No caso, nos parece que: “em nome do espetáculo
da produção, o valor da vida ficou na contramão”.
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